Muito trabalho digital é feito para fotografar bem no dia do lançamento e decair em silêncio depois. O post de lançamento parece incrível; dezoito meses depois, o produto é uma manta de remendos e a marca são três marcas dentro de um sobretudo. Medimo-nos pelo oposto: se aquilo que entregámos ainda parece e funciona como o futuro anos depois.
Desenhar para o segundo ano
Construir para durar é quase sempre pouco glamoroso: documentar componentes à medida que saem, escolher infraestrutura aborrecida de propósito, escrever a lógica de reconciliação antes da funcionalidade que dela precisa. Raramente aparece na captura de ecrã do lançamento. Aparece sempre no segundo ano.
O ofício, no fim, é apenas respeito por quem herda o trabalho — incluindo a versão futura do cliente, e a versão futura de nós próprios.
